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A declaração do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), sobre sua homossexualidade colocou o tucano entre os assuntos de maior repercussão nas redes sociais desde a noite de quinta-feira (1º), quando foi divulgada a afirmação dada em entrevista ao jornalista Pedro Bial, da TV Globo. O gaúcho superou as menções de outros pré-candidatos presidenciais, mas ainda ficou abaixo dos números registrados pelo presidente Jair Bolsonaro ou, a depender do levantamento, em patamar semelhante ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No levantamento da AP Exata Inteligência em Comunicação Digital, em 24 horas da tarde de quinta-feira à de sexta (2), Leite registrou 28,1% das menções no Twitter, à frente de Lula (12,9%) e do ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 3,4%. A liderança foi de Bolsonaro, com metade das citações a políticos na rede social. As menções ao governador foram, em sua maioria, positivas, com 55%, predominando o sentimento de confiança (36%).

Esse índice de 28,1% foi suficiente para Leite superar a soma de todos os outros nomes considerados presidenciáveis nas últimas 24 horas. Entretanto, levando-se em conta os últimos cinco dias, ele ainda fica atrás de Lula (22,1% ante 7,9%) e de Bolsonaro (60,6%).

Em outro levantamento, da consultoria Arquimedes, foram mais de 150 mil menções ao governador gaúcho após vir a público a declaração em que se assume gay. É um resultado expressivo para as médias registradas por Leite, mas equivalente ao que costuma atingir Lula, mesmo sem qualquer evento que potencialize a exposição do petista - no mesmo período, o ex-presidente marcou 145 mil citações.

Pelos números da Arquimedes, Bolsonaro supera os dois adversários somados com folga: o presidente, até pela natureza do cargo e pelo fato de ter feito a edição das lives que costuma transmitir às quintas-feiras, registrou 622 mil menções no período de comparação.

Na análise qualitativa das menções, a consultoria identificou 40% de menções positivas ao gaúcho, 23,5% de críticas ligadas aos grupos bolsonaristas e 36,5% de perfis da esquerda que consideraram a declaração tardia - nas eleições de 2018, em que Bolsonaro liderava com folga as intenções de voto no segundo turno presidencial no Rio Grande do Sul, Leite disse que não votaria no PT e, portanto, escolheria o então candidato que venceria a disputa, apesar do histórico de declarações consideradas homofóbicas.

CNN Brasil


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