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Os operadores e economistas do mercado financeiro aumentaram as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) e inflação do Brasil em 2021. Segundo o Boletim Focus do Banco Central, as estimativas para o crescimento deste ano subiram de 3,96% para 4,36%. Para o índice de preços, aumentou de 5,31% para 5,44%. 

O relatório é divulgado semanalmente para acompanhar as perspectivas dos operadores do mercado em relação aos principais indicadores da economia.

A economia brasileira cresceu 1,2% no 1º trimestre de 2021 contra o anterior, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado foi melhor do que o esperado pelo mercado, que revisou as projeções para o ano. Foi a 1ª vez que o mercado projetou crescimento acima de 4% no ano.

Apesar da melhora no grau de economia, os analistas aguardam uma pressão inflacionária. A meta para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é de 3,75% neste ano, com o mesmo intervalo de tolerância 1,5 ponto percentual para mais e para menos (de 2,25% para 5,25%). As estimativas dos economistas estão acima do teto da meta.

Quando o descumprimento do intervalo é registrado no ano, o presidente do BC, atualmente Roberto Campos Neto, tem que encaminhar uma carta ao governo federal dando explicações. A última vez que isso ocorreu foi em 2017, quando Ilan Goldfajn justificou a inflação abaixo do piso da meta.

O Copom (Comitê de Política Monetária) aumentou os juros de 2,75% para 3,5% ao ano para controlar a alta da inflação. Sinalizou novo reajuste para 4,25% na próxima reunião, em junho.

Em 2020, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fechou aos 4,52%. O percentual ficou acima do centro da meta, que era de 4%, mas dentro do intervalo de tolerância de 2,5% para 5,5%.

O mercado estima que a Selic vai terminar o ano em 5,75% ao ano, percentual que ficou inalterado em comparação à projeção da última semana. Também não mudou a expectativa para o dólar: R$ 5,30.

Poder 360


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