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A inflação atingiu 0,83% em maio, a maior taxa para o mês desde 1996. Os dados foram divulgados nesta 4ª feira (9.jun.2021) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

No acumulado de 12 meses até maio chegou a 8,06%. Até abril, a taxa era de 6,76%. No ano, a alta de preços atingiu 3,22%.

A meta para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é de 3,75% neste ano, com o mesmo intervalo de tolerância 1,5 ponto percentual para mais e para menos (de 2,25% para 5,25%).

Segundo o Boletim Focus, os operadores de mercado estimam inflação de 5,44% no fim do ano. As estimativas dos economistas estão acima do teto da meta.

Quando o descumprimento do intervalo é registrado no ano, o presidente do BC, atualmente Roberto Campos Neto, tem que encaminhar uma carta ao governo federal dando explicações. A última vez que isso ocorreu foi em 2017, quando Ilan Goldfajn justificou a inflação abaixo do piso da meta.

O Copom (Comitê de Política Monetária) aumentou os juros de 2,75% para 3,5% ao ano para controlar a alta da inflação. Sinalizou novo reajuste para 4,25% na próxima reunião, em junho.

Em 2020, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fechou aos 4,52%. O percentual ficou acima do centro da meta, que era de 4%, mas dentro do intervalo de tolerância de 2,5% para 5,5%.

O maior impacto veio do grupo Habitação, com alta de 1,78%. Foi puxado pela custo de energia elétrica, que aumentou 5,37%. Em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,169 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

A 2ª maior alta é do grupo de Transporte, que subiu 1,15%, com alta de 2,87% no preço da gasolina.

Poder 360


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