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Por Amina Costa / Jornal De Fato 

A discussão sobre o retorno das aulas presencias, no estado do Rio Grande do Norte, vem ganhando mais capítulos a cada semana. Desde que o Ministério Público entrou com uma ação civil pedindo o retorno imediato das atividades presenciais nas escolas públicas do estado, o assunto vem ganhando mais força e opiniões das comunidades escolar e acadêmica.

Diante desta discussão, a reportagem do Jornal De Fato conversou com reitores das universidades públicas da cidade, bem como com escolas particulares e com a Secretaria Municipal de Educação sobre as perspectivas para o retorno e ampliação das atividades (no caso das escolas particulares). Alguns pontos de vista são os mesmos, no que concerne aos números epidemiológicos do estado em relação à covid-19.

A reitora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), a professora Fátima Raquel, informou à reportagem que entende a necessidade do retorno das aulas presenciais, mas que é necessário garantir as condições de saúde necessárias para todos que compõem a Universidade. Disse ainda que todos os que fazem parte da Uern e da sociedade mossoroense fazem parte do movimento que busca a garantia da vida.

“Entendemos a necessidade do retorno das aulas presenciais neste momento, mas não podemos perder de vista que esse retorno precisa seguir a orientação das nossas autoridades sanitárias, sempre tendo como prioridade a preservação da vida das pessoas. Todos nós somos parte desse movimento em busca de melhores condições de retorno, para garantir um ambiente seguro à vida de toda a comunidade”

A reitora da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Ludimilla Oliveira, comenta que considera inviável o retorno das atividades presenciais na instituição, neste ano de 2021. Ludimilla Oliveira informou ainda que já informou ao Ministro da Educação, em Brasília, sobre a falta de condição estrutural para o retorno das atividades ainda neste ano. Ela considera ainda que os números epidemiológicos são alarmantes e que este não é um momento favorável para o retorno.

“O máximo que nós teríamos seria um formato híbrido, mas de uma maneira planejada, repensando quais seriam as áreas que realmente teriam a necessidade de retornar e, se existe realmente essa necessidade. A Ufersa como um todo e eu, como reitora, não acho prudente esse retorno presencial, primeiro pelas condições sanitárias que hoje nós estamos vivendo (a pandemia no estado do Rio Grande do Norte ainda caminha com dados alarmantes), e segundo pelas condições de infraestrutura que nós não temos”, informou Ludimilla Oliveira.

A reitora da Ufersa explicou ainda que algumas salas não têm conforto térmico suficiente ou capaz para atender as condições sanitárias, sem a ventilação adequada, e acabariam sendo espaços de propagação do vírus. “Este também é um fator complicador para o retorno presencial das atividades, fazendo com que elas demorem a ocorrer”, explica.

Ludimilla Oliveira explica ainda como as atividades ocorrerão no decorrer do ano. “Nós devemos permanecer com os semestres a distância, de forma que toda e qualquer atividade prática será feita sob o controle, inspeção, averiguação do plano de trabalho proposto pelo protocolo de biossegurança. Agora, a Ufersa conta com a assessoria para trabalhar no enfrentamento da Covid-19, e isso também vai em algum momento trazer esse respaldo pra que a gente possa voltar ou não de maneira presencial. Mas, em resumo, não voltaremos de maneira presencial esse ano, na Ufersa”, conclui.

Atualmente, a maior parte das atividades acadêmicas e administrativas da Ufersa está sendo feita de forma remota. Algumas atividades, como financeiro, assuntos estudantis, chefias e alguns laboratórios ainda contam com atividades presenciais, mas estão com o número reduzido de pessoas trabalhando. “A maior parte dos serviços funciona remotamente. E os que funcionam é com tudo reduzido, com poucas pessoas, alguns setores com escala, outros híbridos”, informa a assessoria do gabinete.



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