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O ex-ministro da Educação Fernando Haddad aponta, mais uma vez, o ex-presidente Lula como nome do Partido dos Trabalhadores (PT) para a disputa presidencial de 2022. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal, na quarta-feira (3), o candidato derrotado por Jair Bolsonaro na eleição de 2018 afirma que, havendo a possibilidade legal, Lula será o nome da legenda, mas ponderou que partido tem outros possíveis candidatos, cita a governadora Fátima Bezerra e outros governadores da legenda.

Durante a entrevista, Haddad procurou não se colocar como um pré-candidato e ressaltou que está em trâmite no Supremo Tribunal Federal a análise sobre a atuação do ex-juiz Sérgio Moro no comando da Operação Lava Jato. Segundo Haddad, há provas de que o ex-juiz atuou como membro da acusação e com interesses políticos.

"Estamos na reta final de desmascarar o que foi feito contra o presidente Lula pelo juiz Sérgio Moro. Encaminhamos um conjunto de provas que demonstram que o juiz agiu como líder da acusação. Isso é muito grave, porque um juiz tem que ter uma equidistância em relação às partes. O que o Moro fez não foi condizente com seu cargo. Pavimentou a vitória do Bolsonaro, acabou assumindo o Ministério da Justiça e, pelos rumores, em troca de um cargo no STF. Ele acabou se desentendendo com o Bolsonaro e agora tem uma carreira política pela frente. Se tudo der certo, se o STF reconhecer que o que ele fez é uma indignidade, aí nós poderemos ter o presidente Lula como candidato, o que não foi possível em 2018", disse Fernando Haddad.

Questionado se ele seria uma alternativa, um "Plano B", para o caso do ex-presidente Lula não ter o aval jurídico para participar do pleito, Haddad preferiu enaltecer outras alternativas dentro do próprio partido, afirmando, inclusive, que a governadora Fátima Bezerra é uma das lideranças da legenda que poderiam ser cotadas.

"Não trabalhamos com esse tipo de terminologia (plano B). Nós temos quatro governadores, vários nomes no PT, inclusive a única mulher governadora do país, que é do PT. Eu e Fátima trabalhamos muito no Rio Grande do Norte pela educação, toda expansão das universidades, criação em Mossoró, IFRN que espalhamos em todo o estado, ela é uma pessoa também de projeção nacional. Temos quatro grandes nomes nos governos, grandes senadores e ex-governadores, como Jacques Wagner e Tarso Genro. O PT é talvez o único partido do país que tenha nomes para nos representar", disse.

Durante a entrevista, Fernando Haddad não poupou críticas ao presidente Jair Bolsonaro. Seja na condução do país no enfrentamento à pandemia da covid-19, seja nas suspeitas de crimes praticados pelo filho Flávio Bolsonaro (Republicanos), citando inclusive a compra de uma mansão por quase R$ 6 milhões, em Brasília. Além disso, o ex-ministro falou sobre auxílio emergencial, vacinação, educação e outros temas. Segundo ele, o Brasil estaria em uma situação melhor caso tivesse elegido outro presidente.

"Se eu fosse presidente, nós não estaríamos nessa situação", garantiu.

Tribuna do Norte




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