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O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, deu prazo de 15 dias para que as operadoras Claro, Oi, Tim e Vivo expliquem o vazamento dos dados de mais 102 milhões de pessoas. O órgão quer saber quais informações foram obtidas e como foram vazadas.

A informação foi veiculada na 2ª feira (15.fev.2021) pelo Jornal Nacional, da TV Globo. Procuradas pela emissora, as operadoras afirmaram que adotam controles rígidos no acesso às informações dos clientes. Declararam ainda que não identificaram nenhum vazamento de dados e que estão colaborando com as autoridades.

O vazamento foi identificado pela empresa de cibersegurança PSafe. As informações foram publicadas pelo site NeoFeed na última 4ª feira (10.fev.2021). De acordo com a empresa, os dados foram divulgados na deep web (camada da internet que não pode ser acessada por serviços como o Google) por um hacker estrangeiro.

Foram expostas informações de 102.828.815 de brasileiros que têm cadastro em operadoras de telefonia celular. Entre eles, o presidente Jair Bolsonaro e os jornalistas William Bonner e Fátima Bernardes.

Ao ser entrevistado pela PSafe, o hacker disse ter informações de 57,2 milhões de contas telefônicas da Vivo e de 45,6 milhões da Claro. Os números são menores que os cadastrados nas duas operadoras telefônicas. A Vivo possui uma base de 78,5 milhões de contas, enquanto a Claro tem 63,1 milhões.

A PSafe informou que enviará um documento com as informações sobre o vazamento para a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), vinculada ao governo federal. A recém-criada agência de proteção de dados também investiga o vazamento de 223 milhões de CPFs.

Poder 360




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