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A previsão do Butantan é que as novas doses que começaram a ser produzidas neste sábado (6) sejam liberadas para imunização dos brasileiros a partir de 23 de fevereiro. Carga com 5,4 mil litros de insumos veio da China e chegou em Campinas, na quarta-feira (3).



Doses da vacina Coronavac distribuídas pelo Instituto Butantan no estado de São Paulo. — Foto: Antonio Ferreira/TV TEM


O Instituto Butantan anunciou neste sábado (6) que começou a produzir 8,6 milhões de novas doses da vacina Coronavac, contra a Covid-19, a partir dos insumos que chegaram da China na noite de quarta-feira (3) a São Paulo.

Segundo o instituto, os 5.400 litros da matéria-prima IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) passarão por envase, rotulagem, embalagem e rigoroso processo de inspeção para controle da qualidade das ampolas.

A previsão do Butantan é que as novas doses sejam liberadas para imunização dos brasileiros a partir de 23 de fevereiro.

Na próxima quarta-feira (10), o Butantan afirma que deverá receber mais 5.600 litros de IFA da parceira chinesa Sinovac. O novo material vai corresponder a mais 8,7 milhões de doses do imunizante, que também serão produzidas em São Paulo.

Além disso, estão em fase de negociação a liberação de outros 8 mil litros de matéria-prima pela farmacêutica chinesa, disse o órgão.

“Até 31 de janeiro, conforme cronograma estabelecido com o contrato com o Ministério da Saúde, foram entregues 8,7 milhões de vacinas do Butantan para imunização dos brasileiros, das quais 6 milhões foram enviadas em 17/1, 900 mil em 22/1 e 1,8 milhão em 29/1. Nesta sexta-feira, dia 5/2, foram liberadas mais 1,8 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério), totalizando 9,8 milhões já entregues pelo Governo de São Paulo ao país”, afirmou o comunicado deste sábado do Butantan.


Chegada dos insumos

Os 5,4 mil litros de insumos para produção de novas doses da CoronaVac chegaram ao Brasil pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, no interior paulista, às 23h46 de quarta (3), em um voo da China.

No dia seguinte, o insumo foi transportado para o Butantan em caminhões refrigerados, com escolta de viaturas da Polícia Militar, Polícia Rodoviária Estadual, batedores em motos e pelo helicóptero Águia da PM.

O desembarque em Campinas contou com a presença do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), do secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, e do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.


Caminhões com os insumos da CoronaVac deixou Viracopos na manhã desta quinta — Foto: Helen Sacconi/EPTV

 

46 milhões de doses

A previsão do Butantan é receber, até abril, o total de insumos necessários para produção das 46 milhões de doses contratadas. Desse total, seis milhões foram importadas prontas da China.

Após confirmação do governo federal, o instituto informou que segue em negociação para o recebimento de mais oito mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), a fim de cumprir o contrato com o Ministério da Saúde e produzir 54 milhões de doses adicionais da CoronaVac.


O governador de SP, João Doria, acompanha no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, a chegada de 5,4 mil litros de insumos para produção da CoronaVac. — Foto: REUTERS/Amanda Perobelli


Eficácia da vacina

Os testes no Brasil, conduzidos pelo Instituto Butantan, apontaram uma eficácia de 50,38% da CoronaVac. Além disso, a vacina tem eficácia de 78% para casos leves, que exigem algum cuidado médico, e nenhum dos vacinados ficou em estado grave, foi internado ou morreu.

Eficácia de 78% para a CoronaVac é excelente, avaliam especialistas

O imunizante teve 91,25% de eficácia em uma análise preliminar dos resultados na Turquia e 65,3% na Indonésia. Ao justificar as diferentes taxas de eficácia, a farmacêutica chinesa afirmou que os países usaram vacinas do mesmo lote em seus estudos, mas os protocolos de teste não eram idênticos. 


*G1

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