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Na quarta-feira, 17 de fevereiro, foi lançada oficialmente a Campanha da Fraternidade de 2021, cujo tema é "Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor". Com o tema deste ano, a Igreja Católica tem a intenção de lembrar sobre a importância de manter o diálogo e respeitar o próximo, pregando o exemplo de amor deixado por Jesus.

De acordo com o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, a campanha será voltada ao diálogo para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual, em especial no contexto da política e da pandemia de covid-19. A Campanha da Fraternidade é realizada no Brasil desde 1964, com temas anuais que abordam a relevância social e humanitária.

O bispo da Diocese de Mossoró, Dom Mariano Manzana, comenta que o tema deste ano traz para os fiéis a perspectiva de que é preciso ter mais união do que divisão. Ele comenta que, na atual conjuntura que o mundo vive, a Campanha da Fraternidade deste ano, que tem como lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” tem a possibilidade de se tornar um instrumento de comunhão e de diálogo.

“A cada ano, a campanha focaliza um tema para que possa ser estudado, aprofundado e vivido por todos, de modo que forma realmente uma campanha. O tema deste ano é muito importante porque, depois de ter muitos anos de Campanha da Fraternidade, ela se torna também um instrumento de diálogo, de comunhão e, sobretudo, um instrumento de ecumenismo, que significa respeitar a individualidade de cada um, unir no que nós podemos ter em comum. É uma perspectiva muito importante olhar mais ao que nos une do que ao que nos divide. Essa é a perspectiva da igreja”, informou Dom Mariano Manzana.

No texto-base da Campanha da Fraternidade deste ano, a CNBB faz críticas aos temas relacionadas com a "negação da ciência" durante a pandemia de Covid-19, atuação do governo federal no combate ao coronavírus, igrejas que não respeitaram o distanciamento social e à "cultura de violência" contra mulheres, negros, indígenas e pessoas LGBTIQ+. A CNBB informou ainda que o tema deste ano é uma continuidade do tema de 2020, que abordou o cuidado mútuo das pessoas.

A Campanha da Fraternidade ocorre no mesmo período da Quaresma, sempre após o período de carnaval. Dom Mariano Manzana explica que o período da Quaresma é marcado pelo grande retiro espiritual que leva as pessoas a meditar. Este é o período de preparação para a Semana Santa, que ocorrerá na primeira semana de abril. “O tempo da quaresma é um grande retiro espiritual que leva o povo a meditar, a viver, a interiorizar o mistério da nossa salvação na Semana Santa, através da acolhida de Jesus em Jerusalém (Domingo de Ramos) e logo depois o grande mistério pascal da paixão, morte e ressurreição de Jesus”, comenta.

“Nós iremos celebrar a Páscoa no dia 4 de abril e com a Páscoa iremos renovar o dia do Senhor, com o mistério da ressurreição. Por isso, esse grande retiro é o momento em que exteriormente, mas, sobretudo, de interiormente, do povo Cristão. E cada cristão em particular se prepara, renova a sua vida espiritual, se prepara até na Semana Santa através da confissão a viver o mistério pascal da morte e ressurreição, também da passagem do pecado para a vida”, finaliza Dom Mariano Manzana.

 Campanha é realizada desde os anos de 1960, pela CNBB

A Campanha da Fraternidade é tradicionalmente realizada pela Igreja Católica em parceria com instituições cristãs desde a década de 1960. O texto-base é escrito por membros do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) e passa pelo aval da direção-geral da CNBB.

De acordo com os dados do G1, a confederação representa os bispos do país, e funciona como uma espécie de entidade de classe. A adesão à campanha não é obrigatória e depende de cada diocese. O lançamento do tema ocorre sempre na quarta-feira de cinzas, quando tem início a Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa. O assunto é difundido nas celebrações e programações da comunidade religiosa.

A campanha é realizada no tempo da Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa. Esta é quinta edição ecumênica da campanha, que congrega diversas denominações cristãs com o objetivo de valorizar as riquezas em comum entre as igrejas.

Desde 2000, a campanha abordou os seguintes temas: 2000 – “Dignidade humana e paz” e lema “Novo milênio sem exclusões”; 2005 – “Solidariedade e paz” e lema “Felizes os que promovem a paz”; 2010 – “Economia e Vida” e lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”; 2016 – “Casa Comum, nossa responsabilidade” (tratou do meio ambiente e saneamento básico) e lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”.

Por Amina Costa - Repórter do Jornal De Fato



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