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A Prefeitura de Apodi decidiu cancelar o Carnaval 2021 em razão da pandemia da Covid-19. Não foi uma decisão fácil para o prefeito Alan Silveira (MDB). Houve forte resistência de setores econômicos do município, haja vista que a folia de momo é um dos principais vetores da economia local por meio do turismo de eventos.

Antes de Apodi, já haviam anunciado o cancelamento do Carnaval as prefeituras de Natal, Caicó, Macau, Areia Branca e Tibau. Essas cidades realizam os maiores carnavais do RN, com intensa concentração de turistas locais e de todo o Brasil. No entanto, entenderam, com responsabilidade, que o momento é de preservar a vida e que o reinado de Momo pode voltar e vai voltar em 2022.

Alan Silveira sustentou a sua decisão no alto índice de contágio do novo coronavírus na cidade. Houve o recrudescimento da doença no final de 2020 ou após as eleições municipais, onde as aglomerações se repetiram em todos os municípios. Apodi registra aumento do número de casos, inclusive com óbitos. A rede pública de saúde não suportará a demanda se os casos continuarem crescendo. Daí, a impossibilidade de realização de evento de massa.

As autoridades públicas recomendaram que todos os municípios suspendessem os eventos públicos e proibissem as festas privadas com aglomerações. O gestor do município tem que ter responsabilidade, entender a gravidade da crise sanitária, sob o ponto de vista de ser responsabilizado por suas consequências.

É claro que o cancelamento do Carnaval trará enorme prejuízo à economia das cidades e, por gravidade, à cadeia econômica do estado. No caso de Apodi, as perdas são gigantescas. No Carnaval, a cidade movimenta todos os segmentos econômicos, oxigenando as receitas da rede hoteleira, bares, restaurantes, comércio de roupas, calçados, atividades informais e até famílias que alugam as casas para turistas para reforçar o rendimento.

No entanto, não seria sequer razoável imaginar a realização do Carnaval. Nem mesmo a chegada da vacina, que deve acontecer nos próximos dias, permite aglomerações nas cidades. A vacina não resolverá a pandemia no estalar de dedo. Não é sim. Precisa de tempo para a imunização em massa.

Então, é guardar as fantasias. Evitar ao máximo promover aglomeração. Preservar a vida. Em 2022, com saúde, vamos atrás do trio elétrico.

Jornal De Fato / Coluna César Santos



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