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'Fiquei muito emocionada', disse idosa que recebeu a primeira dose ao lado de enfermeira, em cerimônia simbólica no cartão postal carioca. Profissional pioneira no programa de imunização aplicou dose.



Dulcineia da Silva Lopes recebe dose da vacina aos pés do Cristo Redentor — Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

A idosa Terezinha da Conceição, de 80 anos, e a técnica de enfermagem Dulcineia da Silva, de 59 anos, receberam as duas primeiras doses da vacina contra a Covid-19 aplicadas no Rio de Janeiro.

Em uma cerimônia simbólica marcada por aglomeração no Cristo Redentor, as duas receberam por volta das 18h20 desta segunda-feira (18) – com 1 hora e 20 de atraso – a injeção com a vacina CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantã, em São Paulo.

"Fiquei muito emocionada (...) Mais feliz da minha vida porque agora posso sair, posso fazer o que quiser. Estou muito bem dentro do abrigo, mas tenho vontade de sair", celebrou Terezinha, que ainda precisa tomar a segunda dose em até três semanas.


Duas primeiras moradoras do RJ vacinadas aos pés do Cristo Redentor — Foto: Reprodução/TV Globo


Dulcineia é técnica de enfermagem no Hospital Municipal Ronaldo Gazola, unidade especializada em tratamento da Covid-19 no Rio. Trabalha há 8 meses na linha de frente do combate à pandemia.

"Quero voltar a trabalhar normalmente. Por ser idosa, mesmo não estando aposentada e tendo comorbidade, não posso ficar me expondo muito. Então tenho que ter uma escala bem estrita. E, agora, com a vacina, eu espero que a gente, depois de um tempo, eu vou poder voltar a fazer o que eu sempre quis", comemorou.

Terezinha foi acolhida pelos serviços da Prefeitura em 2015. Ela estava em situação de vulnerabilidade depois que sua casa, em más condições e perto de uma ribanceira, foi demolida pela Defesa Civil. 


Atraso

Com quatro horas de atraso, chegaram pouco antes das 17h, no Aeroporto Santos Dumont, as primeiras doses da vacina contra a Covid-19 no Rio de Janeiro.

Uma aeronave comercial – cedida por um suplente de senador – trouxe parte do primeiro lote.

De lá, foram transportadas para o Cristo Redentor e para o centro de distribuição em Niterói.

Outros dois voos chegarão no Rio até a manhã de terça (19), com mais imunizantes. No total, a primeira leva receberá 487.520 doses, que vão imunizar 232.521 fluminenses – duas doses para cada.

Terezinha recebeu a primeira dose de Adélia Maria dos Santos, de 71 anos, que trabalha na Secretaria Municipal de Saúde desde 1979 e é uma das fundadoras do Programa de Imunização da cidade. Adélia trabalhou nas primeiras campanhas de vacinação contra o sarampo e poliomielite.

Diabética e hipertensa, trabalhou em regime de home office durante a pandemia.

Até sábado (23), as primeiras quase 500 mil doses não serão aplicadas em postos. Serão vacinadas apenas os grupos abaixo, em locais estabelecidos pelo governo:

trabalhadores da Saúde que atendem diariamente pacientes com coronavírus (em CTI, enfermarias e emergências) — cerca de um terço dos profissionais da saúde;

pessoas com 60 anos em asilos ou abrigos;

pessoas com deficiência a partir de 18 anos moradores de abrigos e residências inclusivas;

População indígena vivendo em terras indígenas.


Maioria dos idosos ainda não será vacinada

O governo pede que a população não vá a postos de saúde para ser vacinada.

Não há vacina para todos os idosos nesse primeiro momento – somente para os que moram em 10 abrigos selecionados pelas autoridades.

Também não há vacina ainda para todos os profissionais de saúde: só para um terço deles.

*G1

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