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A vacina da Pfizer, que deve começar a ser aplicada no Reino Unido a partir da próxima semana, já esteve próxima de chegar ao Brasil. Em outubro, em entrevista à revista Veja, representantes da empresa relataram que tentaram negociar com o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) e fizeram uma proposta, mas não receberam resposta.

O CEO da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, revelou que as negociações começaram em agosto. Foram feitas reuniões com membros do governo federal e com pessoas do ministério da Saúde e da Economia.

“A Pfizer fez uma proposta formal de fornecimento da vacina ao Brasil, sujeita à aprovação regulatória, claro. Essa proposta permitiria vacinar milhões de brasileiros e especificava um prazo para o governo nos responder. Mas nós nunca recebemos uma resposta formal do governo brasileiro, nem pelo sim nem pelo não”, relatou.

No Brasil, 3.100 pessoas participaram dos testes da fase três da vacina, que agora começará a ser usada no Reino Unido. Em outubro, Murillo disse que as doses envolvidas na proposta feita ao Brasil ficam reservadas durante um prazo determinado. Se após o período não houve retorno, o mais provável é que as doses sejam distribuídas para outros países.

“Uma das coisas que sabemos, pela quantidade que nós conseguimos produzir, e também as outras empresas, é que, sobretudo nesta primeira etapa, não vai ter vacina suficiente para o mundo todo. Então essas negociações de compra avançada permitem seguir de maneira mais justa. Trabalhamos com diferentes governos para entender quais seriam os primeiros a receber a vacina e alocar o quantitativo necessário nos diferentes países. É assim que a companhia já assinou acordos com os Estados Unidos, Japão, Canadá, países da comunidade Europeia, Chile, Peru, Costa Rica, entre outros”, explicou à Veja.

Na última terça-feira, 2, o secretário de Vigilância em Saúde do ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou que a prioridade do Brasil é que a vacina seja “termoestável por longos períodos, em temperaturas de 2 a 8 graus”, por causa da rede de frios que há existe no país. Ele ainda falou da preferência por uma imunização de dose única.

A vacina desenvolvida pela Pfizer precisa ser armazenada em uma temperatura de 75 graus negativos e tem duas doses. A única imunização com dose única é a que está sendo desenvolvida pela Johnson & Johnson.

Mesmo sem nenhuma vacina registrada na Anvisa, o ministério da Saúde ainda anunciou que pretende começar a imunização contra a Covid-19 em março. O plano de vacinação tem quatro fases e pretende imunizar 109,5 milhões de brasileiros. Na primeira fase, a prioridade é vacinar pessoas com mais de 75 anos, profissionais da saúde, população indígena e residentes de asilos e instituições de longa permanência acima de 60 anos.

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