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A jornalista foi condenada por um tribunal chinês por “brigas e causar problemas”, segundo a sua defesa. O crime é usado com frequência pelo governo chinês para condenar dissidentes e ativistas dos direitos humanos.

Pessoas que compareceram ao tribunal de Xangai onde a jornalista foi julgada, como jornalistas e diplomatas estrangeiros, foram impedidos de entrar na sala da audiência. Apoiadores da jornalista também foram afastados pela segurança.

O CASO

Zhang Zhan é natural de Xangai e viajou em fevereiro até Wuhan, cidade que até aquele momento era o epicentro da doença no mundo. Lá a jornalista produziu reportagens e divulgou nas redes sociais a situação caótica dos hospitais, mostrando uma situação mais grave da doença.

A jornalista foi presa em maio, chegou a fazer greve de fome na prisão em junho, mas foi alimentada à força por sonda, segundo seus advogados. Foi a primeira pessoa a ser julgada. Há ainda outros casos semelhantes de autores que mostraram imagens de hospitais lotados e ruas vazias de Wuhan.

CRÍTICAS À POSTURA DA CHINA

Desde o início da pandemia, a China vem sendo duramente criticada. O país só iniciou uma quarentena em Wuhan em 23 de janeiro, mesmo com o vírus sendo detectado na cidade no início de dezembro de 2019. O primeiro caso de covid-19 foi reportado a OMS (Organização Mundial da Saúde) em 31 de dezembro de 2019.

O médico chinês Li Wenliang ficou bastante conhecido por ser um dos primeiros a alertar sobre a doença e foi interrogado pela polícia acusado de “propagar boatos”. Ele morreu em fevereiro vítima da covid-19.

Poder 360



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