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O risco de contrair covid-19 em viagens de avião pode ser menor do que o de idas a restaurantes ou ao mercado. A conclusão é de 1 estudo da Escola de Saúde Pública T.H. Chan da Universidade de Harvard.

A condição é que viajantes lavem as mãos com frequência, usem máscaras o tempo todo e que as companhias aéreas limpem e higienizem os aviões completamente, para garantir que haja 1 fluxo constante de ar em toda a cabine.

Os pesquisadores concluíram que é possível “desenvolver estratégias que mitiguem a disseminação da doença ao mesmo tempo em que permitem uma reabertura cuidadosa de setores da sociedade”, diz o relatório.

“Embora seja 1 adversário formidável, o SARS-CoV-2 não precisa sobrecarregar a capacidade de adaptação da sociedade e o progresso”, conclui o estudo.

O estudo foi baseado em revisão de pesquisas emergentes sobre as características infecciosas da covid-19, CFD (Análise da modelagem da Dinâmica dos Fluidos Computacional) e coleta de dados realizada por fabricantes de aeronaves, operadores aéreos e agências governamentais.

Além disso, foram realizadas entrevistas com fabricantes de aeronaves, companhias aéreas, operadores, líderes da indústria da aviação, membros da tripulação de companhias aéreas e operadores de aeroportos para avaliar as condições operacionais atuais durante a pandemia.

AVIAÇÃO E PANDEMIA

O setor de aviação foi 1 dos que mais sofreram os impactos da crise econômica causada pela pandemia do coronavírus. Companhia aéreas em todo o mundo sofreram perda brusca de receita com o fechamento das fronteiras.

De acordo com a Iata (Associação das Companhias de Transportes Aéreos), a pandemia provocará prejuízo de US$ 84,3 bilhões para o setor, com uma projeção de redução de 66% da demanda por viagens em 2020.

Análise da associação apontou que o setor de aviação não tem capacidade de cortar custos o suficiente para neutralizar as perdas, evitar falências e preservar empregos em 2021.

Outro estudo da Iata mostrou que os consumidores até têm vontade de viajar, mas ainda não se sentem seguros.

“O 4º trimestre de 2020 será extremamente difícil e há poucos indícios de que o 1º semestre de 2021 será significativamente melhor, enquanto as fronteiras permanecerem fechadas e/ou as quarentenas permanecerem em vigor”, afirma Alexandre de Juniac, diretor executivo e CEO da Iata.

“Sem alívio financeiro adicional do governo, a companhia aérea de médio porte tem apenas 8,5 meses de caixa restante com as taxas de consumo atuais. E não podemos cortar custos com rapidez suficiente para acompanhar as receitas reduzidas”.

Embora as companhias aéreas tenham tomado medidas drásticas para reduzir custos, cerca de 50% são fixos ou semifixos, pelo menos no curto prazo. O resultado é que os custos não caíram tão rápido quanto as receitas. Por exemplo, o declínio ano a ano nos custos operacionais no segundo trimestre foi de 48% em comparação com um declínio de 73% nas receitas operacionais, com base em uma amostra de 76 companhias aéreas. O cenário fez com que muitas companhias aéreas anunciassem demissões em massa.

Poder 360



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