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De acordo com o anúncio da Petrobras, feito na semana passada, a gasolina e o diesel deverão ficar mais caros nas refinarias e, consequentemente, nos postos de combustíveis, devido a um reajuste de 6% e 5%, respectivamente. Em Mossoró, os consumidores se mostram apreensivos, devido à possibilidade de um valor maior do que já vem sendo praticado nos postos de combustíveis da cidade. 

Conforme informações retiradas do aplicativo Nota Potiguar, onde é possível conferir os preços de remédios e combustíveis, o preço médio que os postos de combustíveis de Mossoró estão praticando em relação à gasolina é de R$ 4,84 por litro. Este valor continua acima da média praticada na capital do estado, por exemplo, que segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), é de R$ 4,57 por litro de gasolina.

Há algumas semanas, a base de dados da ANP vem informando apenas a média de preço dos combustíveis na cidade de Natal, sendo essa a média que vem sendo utilizada para o estado do Rio Grande do Norte. Levando em consideração este dado, o preço da gasolina em Mossoró está R$ 0,40 mais cara do que a média estadual.

Os dados da ANP são referentes ao levantamento feito até o dia 14 de novembro, em 25 postos de Natal. Já os dados do aplicativo Nota Potiguar mostram os preços praticados nesta segunda-feira, em 37 estabelecimentos de Mossoró. Na cidade, os consumidores encontrarão gasolina com preços que variam de R$ 4,69 e R$ 4,89, dependendo do posto de combustível que frequente.

Outro ponto que é levando em consideração é que, conforme os dados da ANP, o preço da gasolina em Natal teve uma considerável queda entre os meses de outubro e novembro. Enquanto que entre até o dia 24 de outubro, o produto era vendido a R$ 4,71, na semana passada o levantamento apontou o valor médio de R$ 4,57 por litro, representando uma redução de quase R$ 0,15 em duas semanas.

 Já em Mossoró, o preço vem se mantendo na média dos R$ 4,80 há algumas semanas, sem perspectiva de redução, principalmente após os anúncios de reajuste do produto. O aumento vigora desde quinta-feira, 12, e o receio dos mossoroenses é de que o preço chegue aos R$ 5 por litro. “Muitos postos estão vendendo a gasolina a quase R$ 4,90. Se realmente esse aumento for repassado para o consumidor, é bem possível que os postos cobrem R$ 5 por cada litro de gasolina”, argumenta o mecânico Walter Lima.

O reajuste da gasolina em 6% e do diesel em 5% foi o primeiro aplicado pela Petrobras no mês de novembro e ocorre após dois cortes consecutivos que aconteceram nos dois produtos, no mês de outubro. O aumento vem em meio ao movimento de alta nos preços do petróleo no mercado internacional nos últimos dias, impulsionado por esperanças de uma vacina efetiva contra a Covid-19. A Petrobras afirma que seus preços levam em conta a chamada paridade de importação, impactada por fatores como as cotações internacionais e o câmbio.

Preço do diesel varia em até R$ 0,55 nos postos de Mossoró

Além da gasolina, o preço do diesel também sofreu reajuste de 5% nas refinarias, conforme anúncio da Petrobras. Em Mossoró, o valor que vem sendo praticado nos postos de combustíveis da cidade varia entre R$ 3,40 e R$ 3,95, dependendo da localização do posto. Conforme os dados apontados pelo aplicativo Nota Potiguar, a média de preço do diesel em Mossoró é de R$ 3,56, praticamente o mesmo preço praticado na capital do estado, Natal.

Conforme os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o diesel em Natal custa em média R$ 3,57 o litro. Como a ANP está averiguando os preços apenas da capital, toma-se como base este valor para preço médio que vem sendo praticado em todo o estado do Rio Grande do Norte.

Os dados do aplicativo Nota Potiguar são com base na avaliação de 48 postos, localizados em pontos diferentes da cidade de Mossoró. Já os dados da ANP levam em consideração 25 postos de combustíveis da capital do estado.

Em cumprimento às determinações da Lei do Petróleo (Lei nº 9478/1997, artigo 8º), a ANP acompanha os preços praticados por revendedores de combustíveis automotivos e de gás liquefeito de petróleo envasilhado em botijões de 13 quilos (GLP P13), por meio de uma pesquisa semanal de preços realizada por empresa contratada.

Por Amina Costa / Jornal De Fato


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