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O desemprego atingiu 14,6% dos brasileiros no 3º trimestre de 2020. Houve alta de 1,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Essa é a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012.

A desocupação atinge 14,1 milhões, incremento de 1,3 milhões de pessoas na fila pela busca de uma ocupação. Os números fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) Contínua. Foram divulgados nesta 6ª feira (27.nov.2020) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Eis a íntegra (4 MB).

Segundo a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, o aumento na taxa reflete a flexibilização das medidas de isolamento social para controle da pandemia de covid-19. “Houve maior pressão sobre o mercado de trabalho no 3º trimestre. Em abril e maio, as medidas de distanciamento social ainda influenciavam a decisão das pessoas de não procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas, começamos a perceber 1 maior contingente de pessoas em busca de uma ocupação”.

A população ocupada (82,5 milhões de pessoas) chegou ao menor nível da série histórica iniciada em 2012, com redução de 1,1% (883 mil de pessoas a menos) em relação ao trimestre anterior.

SETORES

Apenas as atividades de construção e agricultura tiveram crescimento da população ocupada. Eis as variações do desemprego por setor no 3º trimestre frente a trimestre anterior:

  • agricultura: 3,8%
  • construção: 7,5%
  • comércio: 0,0%
  • indústria: -1,4%
  • serviços domésticos: -1,9%
  • informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: -1,9%
  • administração pública: -3,7%
  • outros serviços: -3,7%
  • alojamento e alimentação: -4,0%
  • transporte: -5,2%

EIS OUTROS DADOS

  • jovens – o desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos ficou em 31,4%, o dobro média nacional;
  • etnia – a desocupação permanece acima da média entre mulheres (16,8%), situação inversa dos homens (12,8%);
  • gênero – entre os negros, o desemprego é maior que a média, de 19,1%. A taxa dos que se declararam brancos ficou abaixo da média nacional: 1,8%;
  • unidades da Federação – houve alta na taxa de desemprego em 10 das 27 unidades da Federação. Nos demais, o quadro é estável;
  • nível de ocupação – foi de 47,1%, ou seja, menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país;
  • salários – o rendimento médio dos trabalhadores ficou estável, em R$ 2.554;
  • informalidade – a taxa de informalidade ficou em 38,4%, o que corresponde a 31,6 milhões de pessoas.
Poder 360


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