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O real se firmou em setembro como a moeda de pior desempenho do mundo em 2020 na comparação com o dólar. É o que diz uma análise da agência de dados financeiros Refinitiv, que comparou a flutuação das 33 moedas mais negociadas do mundo desde o início do ano.

Frente ao dólar, o real já acumula queda de quase 40% em 2020. A moeda americana começou o ano valendo algo em torno de R$ 4,00 e chegou perto de valer R$ 6,00 durante o mês de setembro. Nesta quinta-feira (1), a moeda americana começa o dia estabilizada perto dos R$ 5,60.

O desempenho negativo do real no ano é bem superior ao da segunda pior moeda na análise da Refinitiv. A lira turca disparou "apenas" 29,6% frente ao dólar em 2020. O Brasil vê sua divisa perder mais valor do que as de países mais economicamente abalados, como a Argentina, onde o dólar ficou 27,25% mais caro.

Outras moedas que perderam valor frente à divisa norte-americana são o rublo da Rússia (25,17%), o rand sul-africano (19,59%) e os pesos mexicano (16,77%) e colombiano (16,44%). Em alguns lugares, porém, o dólar ficou mais barato: é o caso de China (-2,47%), Japão (-3,10%) e Suíça (-4,86%).

Veja o ranking da Refinitiv com o desempenho do dólar frente à moeda dos países mais negociados:

  • Real (Brasil): +39,60%
  • Lira (Turquia): +29,69%
  • Peso (Argentina): +27,25%
  • Rublo (Rússia): +25,17%
  • Rand (África do Sul): +19,59%
  • Peso (México): +16,77%
  • Peso (Colômbia): +16,44%
  • Sol (Peru): +8,78%
  • Peso (Chile): +4,35%
  • Libra (Reino Unido): +2,71%
  • Yuan (China): -2,47%
  • Iene (Japão): -3,10%
  • Euro (Zona do euro): -4,33%
  • Franco (Suíça): -4,86%

Diversos fatores influenciam o valor de uma moeda global. Em 2020, especificamente, a pandemia de covid-19 deixou investidores receosos em relação ao futuro e menos dispostos a correr riscos. Com isso, moedas de países emergentes como o Brasil perdem valor.

No caso específico do Brasil, indicadores econômicos locais também têm ajudado a tornar o real ainda menos atraente para investidores estrangeiros, como o fraco desempenho do PIB e a hesitação do poder público no avanço de projetos de reformas como a tributária.

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