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Mesmo depois de assinar um acordo entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, e a AstraZeneca, que prevê transferência de tecnologia e produção de 100 milhões de doses da vacina contra a covid-19, Jair Bolsonaro adotou discurso antivacina.

Na segunda-feira (31), o presidente declarou em conversa com apoiadores ao lado de fora do Alvorada, que "ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina". A mensagem foi compartilhada pela conta oficial da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) nas redes sociais.

A Secom afirma ainda que "impor obrigações definitivamente não está nos planos".


Na terça-feira (01) deputados da base do governo defenderam, em Plenário, o uso da cloroquina para o combate à covid-19. A droga foi descartada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e diferentes associações médicas e estudos científicos globais desencorajam a utilização dos medicamentos por não demonstrar eficácia no combate ao novo coronavírus.

Vacina

O acordo anunciado em junho e assinado em julho pelo Ministério da Saúde prevê um investimento de R$ 522,1 milhões na estrutura de Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos. O objetivo, disse a pasta à época, é ampliar a capacidade nacional de produção de vacinas e tecnologia disponível para a proteção da população. Outros R$ 1,3 bilhão são despesas referentes aos pagamentos previstos no contrato de Encomenda Tecnológica. Os valores contemplam a finalização da vacina.

O Memorando de Entendimento que define os parâmetros econômicos e tecnológicos para a produção da vacina da covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford está em fase de estudos clínicos no Brasil e em outros países. O acordo prevê o início da produção da vacina no Brasil a partir de dezembro de 2020 e garante domínio tecnológico para que Bio-Manguinhos tenha condições de produzir a vacina de forma independente.

Congresso em Foco


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