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Segundo o Partido, o PMB foi criado com o propósito de “trabalhar para desfazer o desequilíbrio na sociedade brasileira através de políticas que busquem o efetivo reconhecimento do papel da mulher em todas as áreas de decisão no cenário econômico, político e social do país”.

Mas em Mossoró, a sigla não conseguiu superar a dificuldade de atrair e inserir mais mulheres na política, e não formou nominata para a disputa de 2020. De acordo com a presidente do partido, Leodise Cruz, a cota de gênero não foi alcançada porque somente homens se disponibilizaram à se candidatar. A cota é de 30%.

Os motivos apontados por ela para a problemática em ter mais mulheres na política estão ligadas ao machismo na sociedade: acúmulo de responsabilidades das mulheres, dificuldade de sair para a campanha em algumas localidades das cidades, falta de apoio da família para enfrentar os desafios da política e a questão financeira – “ou são totalmente dependentes dos companheiros, ou quando vivem só priorizam a família”.

Sem tempo de TV nem fundo

Além disso, no PMB, especificamente, existe o agravante da sigla não possuir tempo de TV e nem fundo partidário.

Com a falta, o partido optou então por atuar somente no apoio da majoritária, em aliança com o Democratas de Claudia Regina. As mulheres continuam sendo minoria no parlamento brasileiro.

Na Câmara Federal, 15%, ou 77, são mulheres. No Senado, 14% (12 mulheres), segundo dados do Congresso Nacional. No Brasil, o PMB não tem bancada federal. Dos seis deputados estaduais, três são homens. De três prefeitos, uma é mulher. Os dados são do site do Partido.

Blog Carol Ribeiro




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