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A Polícia Militar reprimiu uma manifestação com cerca de 30 estudantes do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) que protestavam no prédio da Reitoria da instituição, zona Sul de Natal, no começo da tarde de terça-feira (11). Alunos que participavam do ato detalham que os policiais entraram no prédio de forma repentina.

De acordo com eles, a ideia da ação era aproveitar o Dia do Estudante, celebrado em 11 de agosto, para protestar contra a nomeação do atual reitor da instituição, Josué Moreira, indicado pelo ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Manifestantes comentam que os PMs utilizaram splay de pimenta e, em alguns momentos, entraram em confronto físico com os estudantes. Há relatos que os acessos do prédio foram fechados pelos policiais e que viaturas avançaram sobre os manifestantes.

Um servidor que presenciou o confronto detalhou que celulares foram recolhidos pelos PMs, visto que a maioria dos presentes filmavam a ação. Em um trecho do vídeo acima, é possível identificar um aluno que grita para os demais: “gente, a polícia está querendo pegar meu celular”. O estudante é seguido pelo policial e pelos demais estudantes, e sai em posse do celular.

Organizadores do movimento explicam que a ideia inicial era ocupar o prédio da Reitoria de forma pacífica das 10h,até às 16h. Por volta das 14h, no entanto, a PM foi acionada e chegou ao local, dando início ao tumulto.

O porta-voz da PM, coronel Eduardo Franco, declarou que a corporação tomou conhecimento do fato e que vai apurar as circunstâncias sobre a ocorrência.

Os Diretores Gerais dos Campi do IFRN emitiram uma noja conjunta, poucas horas após o ocorrido, na qual defendem e apoiam a comunidade estudantil, além de apontarem o diálogo como medidas mais adequada para tratar os estudantes.

Nota


“Em pleno Dia do Estudante, 11 de agosto de 2020, cerca de 30

estudantes de diversos Campi do IFRN, exercendo o direito de livre

manifestação pacífica na área interna do prédio da Reitoria, foram

reprimidos pela Polícia.


O Reitor Pro tempore do IFRN, ao invés de ouvir os estudantes,

razão de existência dessa instituição centenária, resolveu acionar a

polícia que, infelizmente, mal preparada, tratou muito mal nossos

estudantes, com truculência, spray de pimenta e desrespeito.


A comunidade estudantil é a razão de existência de uma casa de

educação que forma cidadãos e profissionais de excelência. Respeito e

diálogo é o que os estudantes merecem, não truculência e ameaças.


Diretores e Diretoras Gerais dos Campi do Instituto Federal de

Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte se solidarizam e

manifestam incondicional apoio aos estudantes que, exercendo a

cidadania, clamam pelo retorno à normalidade democrática no IFRN.


Diretores Gerais dos Campi do IFRN”

Agora RN


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