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Um caso de estupro envolvendo dois menores na cidade de Mossoró está causando grande movimentação nas redes sociais, desde terça-feira (18).

Uma jovem de 16 anos relatou em seu perfil do instagram que foi estuprada na noite de segunda-feira (17), por um rapaz que ela considerava amigo. O crime teria acontecido na casa da namorada do primo do suspeito.

Em detalhes, a menina, que embora tenha feito a denúncia em suas redes sociais, nós não podemos citar o nome por se tratar de uma menor, relatou como tudo aconteceu. Veja abaixo:



Ainda no relato nas redes sociais, ela conta que na manhã de terça (18) sentindo muita dor, criou coragem para contar aos pais o que aconteceu. Eles entraram em contato com a família do rapaz e procuraram a delegacia para registrar um boletim de ocorrência.

A jovem conta que decidiu expor o caso porque, de imediato, ao entrar em contato com a delegacia para saber para qual unidade deveria se dirigir para registrar o BO e fazer o exame de corpo de delito, ouviu da pessoa que a atendeu que o caso dela não seria considerado estupro.

“A moça simplesmente disse que isso não era caracterizado como estupro: ‘Quando ela tá tendo relação com o namorado (detalhe ele não era meu namorado) e ela pede pra parar isso não é estupro. Olha se fosse a minha filha, eu levaria ela num psicólogo pra ela aprender a se relacionar melhor’”, contou a menina na postagem.

Ela ainda completou: “eu, como mulher, vivendo numa sociedade machista, misógina e sem justiça para mim, me senti na obrigação de vir aqui e expor. O menino não teria pena por ser menor de idade, ter influência e dinheiro. Eu só quero que isso circule e me ajudem a ter a minha justiça, porque nenhuma MULHER merece passar por isso, ter seu corpo abusado e invadido e não ter nenhuma justiça!”, concluiu.


Ainda na noite de hoje, a denúncia sobre o caso foi registrada na delegacia de polícia civil de Mossoró. Contudo, a jovem deveria ter sido encaminhada, imediatamente, para o Hospital Maternidade Almeida Castro, onde teria o acolhimento necessário e o atendimento correto para este tipo de caso.

Por meio do Programa Flor de Lotus, criado em outubro de 2018 pelo promotor de Justiça Olegário Gurgel, do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, da médica/professora Isabeli Cantídio, da UERN, e por Larizza Queiroz, que é diretora HMAC, a menina agredida seria atendida por assistente sociais treinadas, psicólogas e toda uma equipe treinada para ouvir o depoimento dela, quando ela estivesse pronta para falar e só então levar este depoimento a polícia, ao MP.

Até a última atualização desta matéria, às 18h55, já havia quase 2 mil comentário em apoio a jovem na postagem inicial, no instagram.

Mossoró Hoje


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