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O juiz Itagiba Catta Preta Neto, que rejeitou na 6ª feira (03.jul.2020) a ação popular que barrava a indicação de Abraham Weintraub para cargo no Banco Mundial, tem no histórico a suspensão da posse do ex-presidente Lula para o comando da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, em 2016.

O magistrado também é tio de Paulo Emilio Catta Preta, advogado que atua na defesa de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), preso pela Polícia Federal em 18 de junho.

A ação popular é de autoria do advogado Antônio Carlos Fernandes. Ele mencionou manifesto de funcionários da instituição internacional contra a ida de Weintraub ao Banco Mundial. Argumentou que a indicação do ex-chefe do Ministério da Educação contraria os princípios de multilateralismo do banco, uma vez que Weintraub possui “perfil ideológico” e responde a inquérito por crime de racismo contra chineses.

Para o juiz do Distrito Federal, no entanto, o pedido do autor da ação se resume a uma tentativa de fazer com que o Judiciário “promova o patrulhamento ideológico do governo e suas indicações, nomeações e demais atos“.

Nas redes sociais, Itagiba Catta Preta já se posicionou favoravelmente ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e compartilhava postagens do Vem Pra Rua, movimento político-social que levou milhares de brasileiros às ruas para manifestações a favor da destituição de Dilma.

O juiz se tornou nacionalmente conhecido ao suspender a posse do ex-presidente Lula para a chefia da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, em 2016.

Weintraub deixou o governo de Jair Bolsonaro em 18 de junho. Para assumir a diretoria executiva do Banco Mundial, ele precisa da chancela de outros 8 países.

Poder 360


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