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Na avaliação do publicitário Odemar Neto, “comunicar é tão importante quanto ter o produto na prateleira”. Esse é o recado que ele dá aos empresários no momento em que o mercado publicitário local está abalado por causa da pandemia do novo coronavírus. “Quando você abre um negócio, isso tem que vir associado ao planejamento de investimento”, diz ele.

Diretor da Execom Agência e atual presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do RN (Sinapro), Odemar fala sobre os impactos da pandemia no mercado e sobre como superar esse momento. Confira:

AGORA RN - O próprio Sinapro estima que só 14 agências, de aproximadamente 100 em todo o Estado, estejam filiadas ao sindicato. Quais são as boas razões para as agências buscarem a entidade?

ODEMAR NETO - O Sinapro reúne a seleção das melhores agências do Estado, as agências mais completas em estrutura para auxiliar diretamente os clientes em suas necessidades, sejam elas de criação, produção, estratégia de mídia on/off e planejamento estratégico, além de todo um atendimento com profissionais que passam a integrar o marketing direto do cliente. As agências que não possuem esta estrutura e nem possuem o CENP (certificado nacional) não têm como se filiar pela exigência da Fenapro, mas estamos de portas abertas para as agências que queiram se enquadrar e se filiar ao Sinapro-RN. Ser membro do Sinapro é uma garantia que denota confiança para o mercado.

AGORA - O senhor considera que o mercado publicitário no RN está suficientemente estruturado para responder às necessidades dos clientes à altura?

ON - O mercado da propaganda do RN é bastante criativo. Já vem mostrando isso há muito tempo, com premiações nacionais e regionais anualmente. Vários profissionais das agências locais estão se destacando nas maiores agências do Brasil, fruto da experiência em agências locais talentosas, estruturadas e antenadas com o mercado nacional, que é considerado um dos mais criativos do mundo. Dois dos nossos profissionais da Execom foram contratados como criativos em grandes agência nacionais, um na agência África em São Paulo, e o outro está no exterior, na comunicação pública.

AGORA - Sabe-se que muitos potenciais clientes de serviços na área de propaganda ainda não entendem a importância das agências em seus negócios. O que o senhor diria para essas empresas?

ON - Comunicar é tão importante quanto ter o produto na prateleira. Quando você abre um negócio, isso tem que vir associado ao planejamento de investimento. A comunicação integrada continua sendo a alma do negócio. A presença on e off para seu negócio expandir é essencial. Analisar campanhas, postagens e como sua marca se apresenta é tão importante quanto acertar no preço, ter um produto de qualidade, possuir um bom ponto comercial ou um bom e-commerce.

AGORA - Houve mudanças substanciais no mercado publicitário potiguar a partir dos anos 1990. O senhor poderia nos resumir esse processo do ponto de vista da expansão da atividade de propaganda no Estado?

ON - A globalização já vinha mudando a maneira de se vender e, consequentemente, de como se comunicar. Com a evolução tecnológica, foi acelerado esse processo e o planejamento estratégico passou a ter uma importância equivalente ao da criatividade. As agências passaram a não ser apenas de “propaganda”, tiradores de pedidos de mídia. Agora são agências que participam do marketing direto das empresas. A consultoria passou a ter papel fundamental para o cliente, e eles cobram bastante essa participação mais ativa e integrada.

AGORA - Como o senhor avalia que o mercado publicitário potiguar sairá dessa crise sanitária de proporções épicas?

ON - Sairemos fortalecidos. A comunicação é primordial para que o produto consiga aparecer bem. Todos os veículos têm sua importância, e a agência é fundamental para planejar onde sua marca tem que estar para obter resultado e crescimento. Com a retomada da economia e volta do consumo em grande escala, teremos muito trabalho estratégico pela frente.

Agora RN


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