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Os brasileiros de baixa renda, com pouca escolaridade e os que recebem o auxílio emergencial de R$ 600 seguram a avaliação positiva do trabalho do presidente Jair Bolsonaro, segundo mostra pesquisa DataPoder360.

De acordo com o levantamento, a aprovação do governo se mantém estável em 28% nas últimas duas semanas, mas a taxa se eleva quanto são observados estes 3 grupos:

• desempregados ou sem renda fixa: aprovação de 33%
• beneficiários do chamado “coronavoucher” de R$ 600: aprovação de 34%;
• sem estudo ou só com ensino fundamental: aprovação de 29%.

Essa combinação de taxas de aprovação em grupos demográficos menos favorecidos tem sido muito relevante para Bolsonaro segurar sua popularidade mais ou menos intacta na redondeza de 1/3 do eleitorado. Até porque a rejeição ao presidente segue uma lenta trajetória de alta a cada nova rodada do DataPoder360, estando neste momento em 47%.

BAIXA RENDA

Os dados mostram que a população sem renda fixa é a que tem tido a percepção mais estável, registrando variação de até 3 p.p. nas últimas duas semanas. Os outros grupos registraram maior variação e se mostram mais indecisos em relação ao apoio ao presidente.

Em outros níveis de renda, o 2º melhor desempenho de Bolsonaro fica entre os que recebem até 2 salários mínimos. O percentual de avaliação positiva fica em 25%, 8 pontos percentuais a menos que o grupo dos mais pobres.

Nos grupos de maior renda, a avaliação do governo como “bom” ou “ótimo” segue trajetória de queda. A percepção positiva sobre o governo entre os que recebem de 5 a 10 salários mínimos caiu significativamente em pouco mais de 1 mês. Na pesquisa realizada de 27 a 29 de abril, a aprovação de Bolsonaro por esse grupo era de 40%. Agora, está em 15%, 25 pontos percentuais a menos.

Apesar disso, esse grupo tem impacto pouco significativo na avaliação geral, uma vez que representa apenas 5,8% dos brasileiros.

BAIXA ESCOLARIDADE

Em 1 recorte de escolaridade, a percepção sobre o governo é melhor entre os que não foram à escola ou possuem só o ensino fundamental (29%) e os que possuem ensino médio (29%). Nos 2 grupos de entrevistados a curva se mantém estável. Eles representam 50,1% e 31,9%, respectivamente, da população.

A rejeição a Bolsonaro, no entanto, vem seguindo tendência de alta em todos os níveis de instrução. Entre os que não foram à escola ou só possuem o ensino fundamental, a avaliação do governo como “ruim” ou “péssimo” é de 41% –há duas semanas estava em 36% e, 1 mês antes, em 34%. Entre os que completaram até o ensino médio, é de 46%, 5 p.p. acima de 13 de maio.

A aprovação do presidente cai para 22% entre os que possuem ensino superior. Estes representam 18,1% da população brasileira. A taxa de rejeição dessa parcela dos entrevistados é de 63%, 22 pontos percentuais a mais que a avaliação negativa dos menos escolarizados.

METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada de 8 a 10 de junho pelo DataPoder360, divisão de estudos estatísticos do Poder360, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 518 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Poder 360


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