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O Sindicato dos Empregados no Comércio de Mossoró e Região Oeste do Rio Grande do Norte (Secom) protocolou ofício na Prefeitura pedindo o fechamento total do comércio na cidade. O documento foi protocolado no final da manhã de quinta-feira, 2.

De acordo com o diretor do órgão, Carlos Antônio da Silva, algumas empresas liberadas por decreto municipal nº 5638, de 30 de março de 2020, para abrirem suas portas (autopeças, ferragens, oficinas e borracharia) estão descumprindo normas estabelecidas pelo decreto que prorroga as medidas temporárias de prevenção, controle e enfrentamento ao contágio pelo coronavírus COVID19.

“Protocolamos na Prefeitura o fechamento total também desses setores. Para os trabalhadores do comércio eles não são serviços essenciais, de autopeças, ferragens, essas coisas. A questão das oficinas é mais para rodovias”, disse.

O decreto publicado no Jornal Oficial do Município (JOM) da última segunda-feira, 30, estabelece que “os estabelecimentos autorizados a funcionar na forma deste artigo deverão manter as portas fechadas, sendo permitido apenas a entrega em domicílio (delivery) e pontos de coleta (takeaway), operando exclusivamente por meio do uso de recursos de tecnologia de informação e comunicação (TIC).”

 “Os comerciários desses setores, autopeças, ferragens, oficinas, estão muito preocupados com sua saúde e solicitando a fiscalização para o cumprimento de portas fechadas e entrega a domicílio. Maioria das portas estão abertas trazendo risco para saúde dos trabalhadores. Uns fornecem outros não, o  gel, máscara, etc. E solicitamos a prefeita que feche todo o comércio devido os riscos e essas denuncia”, complementou.

Ainda de acordo com o decreto, as atividades e serviços autorizados a funcionar deverão manter e se responsabilizar pelo fornecimento de álcool em gel e demais equipamentos de proteção individual para os funcionários e clientes. O novo decreto prorrogou até a esta segunda-feira, 6, o fechamento do comércio local e trouxe novas recomendações aos serviços essenciais, tais como farmácias, drogarias, laboratórios, distribuidoras de medicamentos e de produtos e insumos médico-hospitalares e congêneres.

Em reunião com os empresários na última segunda-feira, 30, Rosalba Ciarlini destacou que expôs a situação da pandemia no município. “Fizemos um relato da situação a qual estamos, para mostrar que ainda não é o momento de reabertura do comércio, ainda não é momento de se voltar à normalidade, muito pelo contrário. Precisamos restringir cada vez mais o ir e vir das pessoas, diminuir as aglomerações. Todos precisam entender que a hora é de ficar em casa. É momento de resguardo”, disse.

Edinaldo Moreno, via Jornal de Fato


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