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Os cemitérios públicos da cidade de São Paulo estão recebendo diariamente de 30 a 40 corpos de pessoas que morreram com suspeita de coronavírus, mas sem que a condição fosse avalizada pelo teste laboratorial. A maioria dos mortos não aparece na contabilização feita pelo Ministério da Saúde como óbitos causados pela doença devido ao atraso do Instituto Adolfo Lutz em disponibilizar os resultados dos testes de comprovação. São Paulo é o estado com o maior número de casos de coronavírus no Brasil: 136 pessoas já morreram e 2.339 foram infectadas. Em nível nacional são 5,8 mil casos e 203 mortes.

Até o início dessa semana, o instituto tinha uma fila de 14 mil testes aguardando resultado e recebia diariamente 1.200 novas amostras para serem testadas. Sua capacidade de processamento era de 400 testes por dia, mas aumentou para 1.000 testes diários, de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde.

Quase todos os corpos que chegam nos cemitérios públicos vêm do sistema público de saúde, que, diferentemente da rede particular, depende exclusivamente da entidade para o processamento dos testes de Covid-19.

De acordo com a médica sanitarista Ana Freitas Ribeiro, coordenadora do Serviço de Epidemiologia do Instituto Emílio Ribas, “sem a confirmação do instituto não podemos colocar a causa da morte como sendo a infecção pelo coronavírus, o caso fica em aberto, não tem jeito”, diz. O relato foi publicado no jornal Folha de S.Paulo.

Ela reconhece que há atualmente espera de até 20 dias em alguns casos para retorno dos resultados de testes.

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, assim como o Serviço Funerário Municipal da capital, não informam o número total de pessoas que morreram e foram enterradas como casos suspeitos de Covid-19.

“A minha impressão é a de que as mortes que estão ocorrendo no sistema público de saúde ainda não estão entrando na contabilidade oficial por causa da sobrecarga do Adolpho Lutz, que está demorando em alguns casos até 20 dias para entregar os resultados”, diz Sérgio Cimerman ,coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia e ex-presidente da Associação Panamericana de Infectologia.

Com informações da Folha de São Paulo e Brasil 247


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