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Vivaldo Costa: "João Maia é vaidoso e arrogante"

  O clima não anda nada bom no Partido da República no Rio Grande do Norte. Dias depois de o deputado Kelps Lima ingressar na Justiça Eleitoral com pedido de autorização para deixar a legenda, o também deputado estadual Vivaldo Costa afirmou que pretende fazer o mesmo nos próximos dias.

Ao contrário de Kelps Lima, que alegou razões de ordem pessoal e técnica para deixar o PR, mas negou-se a revelar antes que o partido se pronuncie sobre seu pedido, o deputado e ex-governador Vivaldo Costa soltou o verbo.

“João Maia me passou um carão público por eu ter afirmado que a governadora Rosalba Ciarlini não precisa do PMDB e que os peemedebistas mais atrapalham do que ajudam o governo”, desabafou o parlamentar seridoense. “João Maia também disse que me desautoriza a falar em seu nome. Na verdade, eu não preciso de autorização porque nunca falei em nome de João Maia. Sempre falei em meu nome e em nome dos 38.600 eleitores que votaram em mim”.

Vivaldo Costa argumentou que tem 40 anos de vida pública, 11 mandatos eletivos e é um político limpo, decente e respeitado em todo o Rio Grande do Norte. Disse também que o deputado federal João Maia, presidente estadual da legenda, “foi muito vaidoso e arrogante”.

Quanto às críticas feitas ao PMDB, o ex-governador reiterou o conteúdo que irritou João Maia e o deputado peemedebista Nelter Queiroz. “O PMDB é um partido incoerente. Participa do governo mas não tem compromisso com o governo Rosalba Ciarlini. A governadora é candidata natural do sistema à reeleição”, declarou.

Nelter Queiroz também não foi poupado pelo político seridoense: “Nelter disse que sou um político arcaico e que jogo sujo. O Rio Grande do Norte me conhece e me respeita. O Rio Grande do Norte também conhece a história de Nelter. Eu digo a ele que vá cuidar de Jucurutu, onde ele e família mandam há 40 anos e tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Seridó”, disparou o parlamentar.

Vivaldo Costa revelou ao defato.com que vai ingressar com o pedido de desfiliação do PR onde se sente “oprimido”. Disse, ainda, ter ouvido do próprio João Maia que não criará obstáculos à sua saída.

* Por Gerson de Castro - De Fato.com

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